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De: 22/08/2009 12:48:58EMPREENDEDORISMO

A MORTALIDADE INFANTIL DAS EMPRESAS

 

“Define-se Empreendedorismo como o aprendizado pessoal, que impulsionado pela motivação, criatividade e iniciativa, busca a descoberta vocacional, a percepção de oportunidades e a construção de um projeto de vida ideal.” (MENEZES, 2007. p.72-78).

O empreendedorismo busca a auto-realização de quem utiliza este método de trabalho, estimular o desenvolvimento como um todo e o desenvolvimento local, apoiando a pequena empresa, ampliando a base tecnológica, criar empregos, evitar armadilhas no mercado que está incindido. É re-orientar o ensino brasileiro para a velocidade nas mudanças, novas tendências internacionais, adaptar-se ao novo mercado, com ética e cidadania. Assim como “Empreendedor” é o termo utilizado para qualificar, ou especificar, principalmente, aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de se dedicar às atividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos – mercadorias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento. É o profissional inovador que modifica, com sua forma de agir, qualquer área do conhecimento humano. Também é utilizado – no cenário econômico - para designar o fundador de uma empresa ou entidade, aquele que construiu tudo a duras custas, criando o que ainda não existia.

De acordo com Filion; Dolabela (2000, p. 25) empreendedor é aquela pessoa que coloca sua energia na inovação e no crescimento, e se manifesta de duas maneiras, criando sua empresa ou desenvolvendo algo novo em uma empresa já existente. “Nova empresa, novo produto, novo mercado, nova maneira de fazer, tais são as manifestações do empreendedor”.

Ser um empreendedor é muito mais que ter a vontade de chegar ao topo de uma montanha, é conhecer a montanha e o tamanho do desafio; planejar cada detalhe da subida, saber o que você precisa levar e que ferramentas utilizar; encontrar a melhor trilha, estar comprometido com o resultado, ser persistente, calcular os riscos, preparar-se fisicamente; acreditar na sua própria capacidade e começar a escalada. (SEBRAE, 2000, p. 09).

A vocação empreendedora do brasileiro é notória, e segundo dados do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, no Brasil, uma a cada sete pessoas administra seu próprio negócio, enquanto que, para se ter uma referência, nos Estados Unidos esta taxa cai para uma pessoa a cada dez e no Japão uma a cada cem pessoas. Porém, mesmo sendo um dos países mais empreendedores, com a sétima posição mundial, com taxa de abertura de empresa que gira em torno de 13,5% ao ano, segundo o SEBRAE, destaca-se por ser o país com a taxa mais elevada por empreendedor por necessidade, estando bem acima de países como Índia, China, Argentina e o Chile, que possuem economias mais fragilizadas do que a brasileira e, segundo o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, 47,7% das microempresas “morrem” antes do terceiro ano de existência. Ainda de acordo com o SEBRAE, “(Apud, PITELLA, 2004, p. (“24)”, tanto a abertura quanto a manutenção de uma microempresa constituem-se num grande desafio, pois, das 4.073 empresas individuais registradas, 1.217 foram extintas, tendo como o período mais crítico, os dois primeiros anos.

Perante os diversos fatores que sustentam essa elevada taxa de fechamento das microempresas, dentro de um curto período, pode haver indícios que tangem o desconhecimento financeiro. Então no mesmo parágrafo, esse estudo busca os elos que podem trazer a tona informações sobre a utilização ou não do planejamento, podendo fornecer subsídios, para responder a questão: de que forma o planejamento estratégico e a administração do capital de giro e do conhecimento podem contribuir para a viabilidade duradoura de um novo negocio?  A teoria do empreendedorismo sobre o ciclo econômico é fundamental para a ciência economica contemporânea. A razão para que a economia saia de um estado de equilíbrio e entre em um bom processo de expansão é o surgimento de alguma inovação, do ponto de vista econômico e do conhecimento, que altere consideravelmente as condições prévias de equilíbrio.

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Prof. José Luiz Mazolini
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